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Justiça da Argentina mantém confisco de bens de Cristina Kirchner por corrupção


Da redação

Um tribunal argentino confirmou nesta sexta-feira, 24 de abril, a decisão de manter o confisco dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner, relacionada à condenação por corrupção. A determinação ocorre após sentença que estabeleceu pena de seis anos de prisão contra Kirchner, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires.

A Justiça argentina estipulou que Cristina Kirchner e outros envolvidos no caso devem indenizar o Estado em cerca de US$ 500 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 2,5 bilhões. A defesa recorreu, mas o pedido foi negado pelas instâncias superiores. Parte dos bens teria sido transferida para os filhos da ex-presidente antes do bloqueio judicial.

Em junho de 2023, a Suprema Corte do país manteve a condenação definida em 2022 e declarou a inelegibilidade de Kirchner, impedindo-a de exercer funções públicas. O processo investiga um esquema de fraude em contratos de obras rodoviárias na região da Patagônia, supostamente beneficiando o empresário Lázaro Báez, aliado político.

As investigações do Ministério Público apontam favorecimento a empresas ligadas a Báez, além de suspeitas de direcionamento de contratos, superfaturamento e não conclusão de parte das obras financiadas. Segundo promotores, há indícios de que recursos desviados possam ter retornado ao círculo familiar de Kirchner. Inicialmente, o Ministério Público solicitou 12 anos de prisão, mas a pena final foi fixada em seis anos.

O julgamento teve início em maio de 2019 e examinou as irregularidades ocorridas na província de Santa Cruz, identificada como base política dos Kirchner. Cristina Kirchner, mesmo em prisão domiciliar, atua na liderança do partido peronista Justicialista em Buenos Aires.

Em setembro de 2022, enquanto exercia vice-presidência, Cristina Kirchner foi alvo de atentado no bairro da Recoleta. O brasileiro Fernando André Sabag Montiel foi preso em flagrante após tentar disparar uma pistola contra a política, mas a arma falhou. Em 2023, Montiel foi condenado a 10 anos de prisão.