Início Eleições Pesquisa DataSenado aponta risco de influência das redes sociais nas eleições 2026

Pesquisa DataSenado aponta risco de influência das redes sociais nas eleições 2026


Da redação

Com a proximidade das eleições de 2026, cresce a influência das redes sociais na escolha de presidente, governadores, senadores e deputados em todo o Brasil. Pesquisa nacional realizada pelo DataSenado de 21 de fevereiro a 1º de março de 2025 destacou o papel central dos meios digitais como principal fonte de informação dos eleitores.

Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros afirmaram utilizar plataformas digitais como principal recurso para se atualizar sobre notícias e atualidades. Entre esses usuários, o Instagram lidera, sendo citado por 32%, seguido por portais de notícias (17%), YouTube (11%) e Facebook (8%).

Esse movimento intensifica debates sobre o papel dos algoritmos, que podem influenciar o acesso à informação durante o processo eleitoral. Nilton Pereira da Cunha, pesquisador e coordenador educacional do Instituto Nacional de Evolução Humana, afirma que “os algoritmos filtram, priorizam e personalizam os conteúdos de acordo com padrões de comportamento, preferências declaradas ou inferidas, e com objetivos majoritariamente comerciais”.

O especialista acrescenta que as plataformas acabam segmentando o ambiente digital em “bolhas privadas”, onde predominam preferências ideológicas e afetivas. Conforme suas palavras, “o que era para ser um espaço público digital se tornou um conjunto de bolhas privadas, retroalimentadas por preferências ideológicas, afetivas e cognitivas”.

Virginia Machado, professora de Direito Constitucional do Centro Universitário Arnaldo, esclarece que tais ambientes são desenhados para reforçar impressões de maioria. “Esses ambientes são criados para que eu tenha a sensação de que o meu pensamento é o correto e majoritário (…), o que pode divergir com a realidade”, aponta.

Ela alerta para o risco de disseminação de desinformação, destacando que as “fake news” podem se propagar com facilidade nas redes sociais. Segundo Machado, “elas precisam ter algum tipo de filtro, para impedir que a desinformação seja passada adiante”, ressaltando a importância de mecanismos para reduzir o impacto negativo nas eleições.