Da redação
Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou neste domingo (26), em Brasília, que o discurso antissistema tem origem na esquerda, durante sua fala no encerramento do congresso do partido. Ele criticou negociações entre Legislativo e Executivo, classificando-as como “balcão de negócios”, e defendeu ênfase na soberania nacional.
Ao discursar, Edinho Silva destacou que, segundo ele, “a resposta ao antissistema está conosco”, enfatizando que a pauta não pertence à direita. A declaração ocorre em contexto de disputa narrativa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato de direita à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O dirigente do PT criticou as emendas impositivas, argumentando que elas “usurpam” prerrogativas da Presidência. Conforme explicou, estas emendas determinam obrigatoriedade de pagamento de verbas do Orçamento conforme vontade de deputados e senadores, restringindo a autonomia da administração federal.
Edinho também reiterou que o partido é contrário à negociação política com base em trocas de liberação de recursos. “Não podemos ser a favor de um sistema político que transforma a negociação entre Executivo e Legislativo em balcão de negócios”, declarou durante o evento.
Outro ponto abordado diz respeito à soberania nacional, tema que o presidente Lula tem priorizado, especialmente em contraposição à política americana durante o governo Trump. Edinho afirmou: “Se a família Bolsonaro quer entregar nossas reservas de terras raras para o Trump, nós não”.
Participaram do congresso petista lideranças como Camilo Santana, Fernando Haddad e Fátima Bezerra. Haddad disse que a reconstrução pós-Bolsonaro não basta. Lula, que era aguardado, não compareceu devido à remoção de um câncer basocelular no couro cabeludo, realizada na sexta-feira (24) em São Paulo.





