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Programa Viva Flor soma 3 mil atendimentos no combate à violência doméstica no DF


Da redação

Mais de 1,8 mil mulheres no Distrito Federal utilizam atualmente o programa Viva Flor, criado pela Secretaria de Segurança Pública local para enfrentar a violência doméstica e prevenir feminicídios. O sistema, ativo desde 2018, oferece monitoramento em tempo real e já atendeu mais de três mil participantes, sem registro de feminicídio entre elas.

O principal recurso do programa é o Dispositivo de Proteção à Pessoa, semelhante a um smartphone, que permite que a vítima peça ajuda remotamente. Paralelamente, o agressor recebe uma tornozeleira eletrônica, possibilitando o monitoramento conjunto. A iniciativa também oferece atendimento especializado na Sala Lilás, onde a mulher recebe orientação sobre o uso dos equipamentos.

A delegada Regilene Siqueira, da Deam 2, explica que a tecnologia é adaptável conforme a necessidade da vítima. “Se ela possui celular compatível, instalamos o aplicativo na delegacia. Caso contrário, fornecemos o dispositivo físico,” afirma. Em ambos os casos, o acionamento dispara alerta imediato e direciona equipe policial ao local.

Segundo o Ministério Público do DF, já foram realizadas 17 prisões por descumprimento de medidas em 2025 e mais de sete mil denúncias de violência doméstica registradas neste ano. O atendimento é prioritário para mulheres inseridas no Viva Flor, com tempo médio de resposta inferior a 10 minutos, conforme a Secretaria de Segurança Pública.

O acesso ao programa, antes restrito por decisão judicial, foi ampliado em 2024, permitindo encaminhamento direto por delegacias especializadas. A mudança aumentou em 82,2% o número de atendidas, saltando de 863 em 2024 para 1.572 em 2025. A atuação é resultado de parceria entre órgãos de segurança pública, Judiciário, Ministério Público e Defensoria.

Mulheres em situação de risco podem ser encaminhadas ao Viva Flor pelo Judiciário ou por delegados das Deams. Após decisão judicial, a SSP-DF instala o dispositivo na vítima e a tornozeleira eletrônica no investigado. O programa foi expandido para cinco delegacias circunscricionais e está sendo aprimorado com novas tecnologias e integração de órgãos.