Da redação
O Governo do Distrito Federal investiu R$ 267 milhões no Cartão Material Escolar (CME) desde 2019, beneficiando estudantes de famílias vulneráveis inscritas no Bolsa Família. O programa atua em todas as regiões administrativas do DF e será mantido em 2025, segundo informações oficiais.
O CME concede crédito anual para a compra de materiais escolares em papelarias credenciadas, atingindo alunos da educação infantil, ensino fundamental, médio e especial. O número de estudantes atendidos quase triplicou, passando de 64.652 em 2019 para 167.042 em 2025, enquanto o investimento anual subiu de R$ 19,9 milhões para R$ 51,5 milhões.
Podem receber o benefício estudantes de 4 a 17 anos matriculados na rede pública. São R$ 320 para alunos da educação infantil, ensino fundamental e especial, e R$ 240 para alunos do ensino médio. O recurso tem como objetivo estimular a equidade e a autonomia, permitindo que as famílias escolham os materiais de acordo com a necessidade.
A secretária de Educação interina, Iêdes Braga, afirmou que o Cartão Material Escolar “garante equidade, fortalece a aprendizagem e movimenta a economia local”. Para Ranny Rezende, mãe solo e beneficiária do programa, a iniciativa “ajuda bastante, porque é muito material que eles pedem na escola”, relatando que sua filha pôde escolher materiais, como mochila de rodinhas.
Silvia Maruno, assessora especial da Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia, destacou o aspecto pedagógico, observando que o programa “proporciona as ferramentas para que a criança se organize e dá autonomia”. Segundo ela, é fundamental que cada estudante seja protagonista na própria educação.
Ceilândia é a região com maior número de beneficiários, com 31.321 alunos, seguida por Planaltina (16.924) e Samambaia (15.690). O DF conta atualmente com 572 papelarias credenciadas, sendo 89 em Ceilândia. O crédito é liberado automaticamente para famílias elegíveis e pode ser retirado no BRB após consulta no aplicativo GDF Social.





