Início Distrito Federal Uso da PrEP contra HIV triplica em Brasília e ultrapassa meta nacional

Uso da PrEP contra HIV triplica em Brasília e ultrapassa meta nacional


Da redação

O número de pessoas que iniciaram o uso da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) em Brasília triplicou desde 2023, superando a meta nacional de cobertura do Ministério da Saúde. Até fevereiro deste ano, 7.646 moradores da capital adotaram o tratamento em 26 unidades públicas, impulsionando avanços no combate ao vírus.

O aumento expressivo está diretamente relacionado à ampliação do acesso aos medicamentos preventivos, que agora podem ser encontrados em diferentes pontos da rede pública. A PrEP permite que pessoas que não portam o HIV usem antirretrovirais para impedir a infecção durante relações sexuais, representando uma inovação na prevenção.

A PrEP foi ofertada inicialmente em hospitais de referência e policlínicas a partir de 2018. Com a chegada do serviço às Unidades Básicas de Saúde em 2024, o acesso se tornou mais amplo. O crescimento do uso também ocorre devido a maior conscientização sobre a prevenção, com a população buscando informações e cuidados.

Vicky Tavares, ativista e fundadora da ONG Vida Positiva, afirma que “A PrEP é muito importante. Claro, tem que ter os cuidados médicos, mas ela veio, realmente, para revolucionar.” A médica Camila Damasceno ressalta que o protocolo é destinado a pessoas a partir de 15 anos, com peso mínimo de 35 kg, sem infecção por HIV ou doença renal crônica: “Esse protocolo é vital, pois impede que o vírus se estabeleça.”

A orientação é de que a PrEP deve ser acompanhada do uso de preservativos e exames regulares para outras infecções sexualmente transmissíveis. O medicamento é gratuito e, conforme estudos, não tem efeitos colaterais graves, sendo considerado eficaz poucas horas após a primeira dose em alguns casos.

Brasília disponibiliza a PrEP em diversas regiões, como Asa Sul, Asa Norte, Taguatinga, Guará, Ceilândia e Brazlândia, entre outras. Segundo relatos oficiais, o crescimento na busca pelo tratamento e as campanhas de informação tendem a diminuir a incidência do HIV, em articulação entre órgãos públicos e entidades civis.