Da redação
A Barragem de Santa Maria voltou a transbordar nesta semana, após quatro anos, no Parque Nacional de Brasília. O fenômeno, ocorrido em abril de 2026, é considerado um marco para a segurança hídrica no Distrito Federal, pois revela recuperação consistente do sistema de abastecimento local.
O transbordamento, que não era registrado desde abril de 2022, acontece quando o reservatório atinge sua capacidade máxima e o excedente de água ultrapassa o limite indicado. Segundo especialistas, esse cenário reflete estabilidade e ampliação na oferta de água para a população da região.
Localizada em área de acesso restrito à intervenção humana, a Barragem de Santa Maria se destaca também pela qualidade elevada da água. Conforme apurado, a localização no interior do parque contribui para manter o manancial protegido de contaminações, o que favorece o abastecimento com água clara e limpa.
O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Luis Antonio Reis, destacou as medidas que permitiram a recuperação do reservatório. “Santa Maria funciona como o nosso cofrinho. É uma brincadeira que a gente faz, porque o deixamos bastante cheio. A água do reservatório de Santa Maria é muito clara, muito limpa”, afirmou.
Reis também ressaltou que a proteção do entorno, aliado à integração dos sistemas de abastecimento, ao aumento da capacidade de produção de água e à redução de perdas, foram fundamentais para restabelecer o nível do reservatório. Essas ações estruturantes ajudaram a aperfeiçoar a gestão hídrica e elevaram a resiliência do Distrito Federal.
O reservatório de Santa Maria possui capacidade para cerca de 61 bilhões de litros, volume equivalente a aproximadamente 25 mil piscinas olímpicas. Apesar de sua bacia hidrográfica ser menor que a do sistema Descoberto, a barragem voltou a transbordar, apontando melhorias das condições climáticas e de gestão nos últimos anos.





