Da redação
O senador Eduardo Girão, do partido Novo do Ceará, manifestou nesta segunda-feira, 27, durante sessão no Plenário do Senado, posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal. Messias foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo atual presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
Durante seu pronunciamento, Girão reconheceu a formação jurídica de Messias, mas destacou preocupação com o que classificou como proximidade do indicado ao governo federal. Segundo o senador, essa relação pode comprometer a imparcialidade necessária ao exercício do cargo de ministro do STF.
Girão declarou: “Eu não questiono a idoneidade do Sr. Jorge Messias nem o seu saber jurídico, mas não podemos ter mais um ministro do STF com ligações umbilicais a Lula e ao PT, que estão causando tanto mal à nação brasileira.” Ele defendeu que a população busca um Supremo Tribunal Federal independente.
O parlamentar reforçou seu posicionamento afirmando que, a seu ver, “não dá para você dizer isso do Messias, com todo respeito a quem pensa diferente.” Girão concluiu afirmando que seu voto será contrário à indicação ao STF, citando a necessidade de um tribunal técnico e autônomo.
Além da questão da indicação, Eduardo Girão criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal e cobrou o Senado por não analisar pedidos de impeachment relacionados a ministros da Corte. O senador avaliou que o funcionamento da Casa é fundamental para manter o equilíbrio entre os Poderes da República.
No plenário, Girão declarou: “A maior responsabilidade por essa degradação moral protagonizada por ministros do STF é a omissão do Senado da República, da Casa revisora da República, em não admitir nenhum processo de impeachment de ministros do STF.” A indicação de Messias será submetida à análise dos senadores.






