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Ronaldo Caiado propõe remuneração flexível por hora trabalhada

Da redação do Conectado ao Poder

Ex-governador questiona fim da escala 6×1 e sugere alternativa baseada em hora trabalhada

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu na noite de quarta-feira (22), em entrevista à CNN Brasil, a adoção do modelo de remuneração flexível por hora trabalhada no Brasil. O posicionamento foi expressado enquanto a CCJ da Câmara aprovava a constitucionalidade da proposta de mudança na jornada de trabalho.

Caiado afirmou que o país deveria experimentar a alternativa à tradicional escala 6×1, argumentando ser necessário flexibilizar a relação de trabalho. “Então, a tese que eu sempre defendi é uma tese no sentido de, você tende a esse segmento, mas acha que o Brasil também tem que experimentar um outro modelo”, disse ao ser questionado sobre o tema.

Durante a entrevista, o ex-governador explicou que o modelo por hora trabalhada daria mais liberdade ao trabalhador para escolher seu ritmo de atividades. “Aí sim, de hora trabalhada, porque o cidadão pode se dar o luxo de trabalhar três dias, ficar quatro sem trabalhar, ou ele pode trabalhar os sete de acordo com a disposição dele, isso é algo que você não pode inibir”, completou.

Esse formato, conhecido também como jornada intermitente ou flexível, foi implementado no país durante a reforma trabalhista de 2017, durante o governo de Michel Temer. A proposta defendida por Caiado se opõe à discussão atual sobre a redução da jornada com o fim da escala 6×1 sem redução salarial, atualmente debatida no Congresso.

Caiado criticou o modo como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 foi apresentada, argumentando falta de debate prévio. “Não foi aberto esse espaço para o debate. Desculpe. Você coloca um tema em que a proposta já está feita”, afirmou, questionando a possibilidade de votos contrários no Legislativo.

Em março, ao participar de programa televisivo com governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior, Caiado já havia criticado a ideia de reduzir a jornada, classificando a proposta como “mais uma proposta demagógica do governo Lula, que coloca deputados e senadores contra a parede”. Para dirigentes do PSD, a mudança seria “eleitoreira e economicamente inviável”.