Início Ciência e tecnologia Ciência e literatura se complementam na experiência de Jerson Lima Silva

Ciência e literatura se complementam na experiência de Jerson Lima Silva


Da redação

O pesquisador e escritor Jerson Lima Silva lançou recentemente o romance “Vidas Emaranhadas”, que busca conciliar sua trajetória científica com sua experiência poética. O lançamento ocorreu no Rio de Janeiro, em 2023, motivado pela intenção de integrar ciência, literatura e imaginação em uma mesma expressão, segundo declarou o autor.

Silva construiu sua carreira entre laboratórios, atuando na medicina, bioquímica e pesquisa sobre câncer e doenças neurodegenerativas, além de participar ativamente da formação de alunos e produção científica. Paralelamente, sempre manteve o interesse pela literatura, música e poesia, publicando obras como “Quase Poesia” (2016), “Cinzas de Luz” (2023) e “Poema de Papel” (2025).

Na entrevista concedida durante o lançamento, Silva explicou que as referências científicas e literárias em “Vidas Emaranhadas” emergem de modo orgânico. “Arte e ciência só se encontram de verdade quando não se reduzem uma à função decorativa da outra”, afirmou. O livro evoca figuras históricas como Ada Lovelace para ilustrar a possibilidade de ciência poética.

O autor também destacou o papel da universidade em sua formação, especialmente o Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e mestres como Leopoldo de Meis. Segundo Silva, esses ambientes incentivavam a aproximação entre saber científico e sensibilidade artística, inspirando a convivência entre pesquisa, artes plásticas, música e literatura.

A participação de Silva na Academia Nacional de Medicina ampliou tal percepção, ao conviver com profissionais que articulam suas vivências clínicas à produção literária e ensaística. Ele cita Margareth Dalcolmo, José de Jesus Camargo e outros, que expressam experiências de dor, esperança e finitude tanto em prosa quanto em verso, indicando que a palavra literária complementa a prática médica.

O artigo da revista Nature, lido por Silva antes do lançamento do romance, também defende que ciência e poesia não são domínios opostos, mas complementares. O texto menciona exemplos de médicos e pesquisadores que recorrem à poesia como forma de conhecimento e cita Ada Lovelace como símbolo do entrelaçamento entre matemática e imaginação criadora.