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Jornaleiro do Guará destaca venda do álbum da Copa como principal evento anual


Da redação

Às vésperas da Copa do Mundo, bancas de jornal no Guará, região a cerca de 15 quilômetros do Plano Piloto, se preparam para vender o tradicional álbum de figurinhas. Entre os comerciantes está Flávio Salomão, advogado de 47 anos, que assumiu há quase três anos a banca da QE 28, após afastamento da antiga proprietária.

Flávio descreve o clima durante o evento: “As pessoas trazem suas próprias mesas, ficam ali sentadas na frente, começam a trocar figurinhas entre elas e atrai muito público”. Segundo o jornaleiro, “em Copa do Mundo já tem, por exemplo, em pré-venda, mais de 100 álbuns e num preço 10 vezes maior do que o preço comum de um álbum”.

Ele relata que, apesar do movimento intenso nesta época, o retorno financeiro diário exige esforço contínuo. “Hoje, estou feliz. Não em termos financeiros, porque tem que batalhar todo dia. Mas em termos pessoais, ser dono de banca vale cada segundo”, afirmou Flávio. Para ele, o local tornou-se um ponto de encontro na comunidade.

A banca, situada em uma praça com parque infantil e outras lojas, já existe há mais de 40 anos e é frequentada, segundo o proprietário, principalmente por crianças e idosos. Flávio conta que muitos clientes de terceira idade pedem auxílio para tarefas cotidianas, como desbloquear celulares e imprimir documentos. “Sou hoje um lutador para tentar manter essa banca”, declarou.

Com a queda nas vendas de jornais impressos, Flávio adaptou o negócio e comercializa produtos como o “jornal pet”. Ele estima que existem cerca de 160 bancas em todo o Distrito Federal, sendo apenas cinco no Guará. O empresário observa que boa parte dos clientes desconhece a variedade de produtos disponíveis no local.

Flávio tem formação em direito e chegou a atuar na área, mas abandonou a advocacia. Ele avalia que o curso superior o ajudou a lidar melhor com as diversas situações do cotidiano da banca. Atualmente, expressa incerteza sobre o futuro do setor, mas mantém o orgulho de administrar o tradicional espaço.