Da redação
A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) informou que, mesmo com a prorrogação de três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano, ofensivas permanecem. Os episódios ocorreram recentemente no sul do Líbano e em Nabatieh, envolvendo ataques aéreos israelenses, demolições, drones e contra-ataques do Hezbollah.
Segundo agências de notícias, o acordo de extensão do cessar-fogo resultou de mediação americana. Apesar da trégua, movimentos exploratórios limitados continuam nas proximidades das linhas de frente e em áreas designadas por Israel como restritas, indicando ambiente de insegurança persistente na região.
A situação impactou diretamente a infraestrutura das comunidades de acolhimento, especialmente em Beirute, onde aumentou a chegada de pessoas deslocadas. O fluxo tem elevado a pressão sobre abrigos coletivos, intensificando os desafios humanitários enfrentados pela população e autoridades locais.
Além disso, registra-se crescimento das tensões intercomunitárias devido ao deslocamento prolongado, à superlotação dos abrigos e à crise econômica. De acordo com relatos, práticas locais restritivas, estigmatização de deslocados e aumento do medo em grupos vulneráveis têm limitado o acesso a serviços essenciais e ampliado a sensação de insegurança.
A coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, encontra-se em Israel para reuniões com autoridades políticas e de segurança, incluindo Gideon Sa’ar, ministro das Relações Exteriores, e Israel Katz, ministro da Defesa. O objetivo é discutir a implementação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, além dos desdobramentos recentes no território.
Jeanine Hennis-Plasschaert tem solicitado às partes envolvidas que ponham fim ao ciclo de violência, destacando o impacto devastador da crise nas vidas e meios de subsistência no Líbano e norte de Israel. A ONU busca oportunidades para fortalecer a confiança e consolidar a estabilidade ao longo da Linha Azul.






