Início Brasil Senado rejeita indicação de Messias ao STF por 42 votos a 34

Senado rejeita indicação de Messias ao STF por 42 votos a 34


Da redação

O Senado rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. A votação terminou com 42 votos contra e 34 a favor. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação entre Executivo e Legislativo continuará a mesma, apesar do resultado.

Segundo Randolfe Rodrigues, a rejeição à indicação de Messias decorreu de circunstâncias políticas. O senador defendeu que o indicado preenchia todos os requisitos necessários para ocupar o cargo no STF e alegou que a pressão do período eleitoral influenciou o desfecho. “Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional”, declarou.

O senador afirmou ainda que já se esperava uma votação apertada, diante do contexto político. Ele lamentou o resultado, mas ressaltou a necessidade de respeitar a decisão do plenário. “Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou”, completou Randolfe.

O relator da indicação, senador Weverton (PDT-MA), classificou o resultado como “uma derrota do governo”. Segundo Weverton, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve apresentar outro nome ao STF neste momento. Ele declarou: “Impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias.”

A oposição também se manifestou sobre o resultado. O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a rejeição a Messias representa uma derrota do presidente Lula. “Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa”, afirmou Marinho.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou que votou a favor do indicado, a quem considera “um brilhante funcionário público”. Otto observou que cada senador vota conforme sua convicção e ressaltou: “A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada.”