Da redação
Uma nova modalidade de furto, conhecida como “golpe do falso vômito”, foi registrada em ônibus de São Paulo recentemente, chamando atenção para a vulnerabilidade dos passageiros no transporte público. O crime, que ocorre em ambientes de grande circulação, utiliza-se de distração e rapidez. A preocupação aumentou nos últimos dias.
Esse golpe é caracterizado por uma ação coordenada. Um dos envolvidos simula um mal-estar e finge vomitar próximo à vítima, enquanto outros se aproveitam do tumulto. Em poucos segundos, celulares, carteiras e documentos são subtraídos, segundo relatos de passageiros afetados. Autoridades investigam ocorrências semelhantes nos últimos meses.
Especialistas em segurança alertam que a metodologia utilizada dificulta a identificação dos responsáveis, pois, em meio ao desconforto causado, as vítimas se distraem momentaneamente. “A primeira reação é ajudar ou se afastar da cena, o que facilita a abordagem”, afirma um agente de segurança especializado em transportes.
O golpe evidencia a sofisticação crescente nas estratégias de criminosos que atuam em locais públicos movimentados. Passageiros entrevistados destacam o impacto emocional do furto, especialmente pelo desaparecimento de itens pessoais essenciais, como documentos e celulares, o que dificulta o cotidiano e aumenta o sentimento de insegurança.
Diante do aumento dos casos, empresas de transporte adotaram medidas preventivas, como alertas em terminais de embarque e campanhas educativas para orientar passageiros. A Polícia Civil recomenda que usuários mantenham objetos de valor protegidos e estejam atentos a situações suspeitas, principalmente em horários de maior movimento.
Dados mais recentes apontam que crimes envolvendo furtos em ônibus apresentaram elevação em São Paulo nos primeiros meses do ano. O golpe do falso vômito tornou-se uma preocupação adicional para autoridades, reforçando o apelo por reforço na vigilância e campanhas de conscientização entre os usuários do transporte público.






