Da redação
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, entregou nesta quinta-feira, 30, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, um documento solicitando o indiciamento de 216 pessoas investigadas no escândalo do INSS. A entrega ocorreu em Brasília, com o objetivo de formalizar as denúncias contra os supostos envolvidos.
De acordo com Carlos Viana, o documento apresentado não foi protocolado como relatório oficial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, mas sim como uma denúncia formal. O senador afirmou que optou por esse formato para acelerar as providências e dar maior celeridade às investigações relacionadas ao caso.
Viana destacou que fez “questão de ser muito” rigoroso na entrega do material, ressaltando a importância do encaminhamento direto ao procurador-geral da República. A iniciativa busca reforçar o papel fiscalizador do Parlamento no acompanhamento das apurações que envolvem o Instituto Nacional do Seguro Social.
O senador relatou que a denúncia reúne indícios coletados durante o trabalho da CPMI e identifica 216 pessoas investigadas em supostas irregularidades. Segundo ele, a intenção é garantir que autoridades competentes analisem as evidências e, se necessário, tornem públicas eventuais responsabilidades.
Paulo Gonet, procurador-geral da República, recebeu o documento e informou que o material será analisado de acordo com os trâmites previstos em lei. O Ministério Público Federal agora deve avaliar a existência de elementos suficientes para abertura de procedimentos investigativos ou outras medidas cabíveis.
A CPMI do INSS foi criada para investigar irregularidades relacionadas ao pagamento de benefícios previdenciários. Desde o início dos trabalhos, parlamentares têm apurado indícios de fraudes e desvios no instituto, o que motivou a elaboração do relatório entregue à Procuradoria-Geral da República nesta quinta-feira.






