Da redação
A onça-pintada, símbolo da fauna nacional, tem sido alvo de crescente interesse como animal de estimação em 2026, especialmente após a proliferação de vídeos em redes sociais nos quais pessoas aparecem interagindo com grandes felinos em ambientes domésticos. A discussão se intensifica diante das dúvidas sobre a legalidade e os riscos desse tipo de criação.
Segundo especialistas, a onça-pintada é considerada espécie ameaçada de extinção no Brasil e sua posse como animal de estimação é proibida por lei. O tráfico ilegal desses felinos, impulsionado pela busca por “bichos exóticos”, contribui para o agravamento dessa situação e coloca em risco a biodiversidade do país.
Ambientalistas alertam que, além da proibição legal, manter uma onça-pintada em residência representa sérios riscos. O comportamento selvagem do animal pode gerar situações de perigo tanto para os tutores quanto para terceiros, já que a espécie apresenta instinto predatório e necessidades incompatíveis com o ambiente doméstico.
Vídeos viralizados nas redes sociais, onde pessoas aparecem abraçando ou brincando com felinos selvagens, causam preocupação entre autoridades ambientais. Especialistas ressaltam que essas imagens podem incentivar práticas ilegais e dificultar os esforços de conscientização sobre os impactos negativos da domesticação inadequada.
Órgãos ambientais, como o Ibama, reforçam que a posse de animais silvestres sem autorização é infração prevista em lei, sujeita a penalidades como multas e apreensão do animal. Autoridades reforçam a importância da denúncia e manutenção dos felinos em seu habitat natural para garantir sua preservação.
A onça-pintada, além de desempenhar papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas brasileiros, está listada como espécie vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza. O Brasil abriga a maior população remanescente desse felino na América do Sul, sobretudo em biomas como Pantanal e Amazônia.






