Da redação
O possível rompimento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre, evidenciado pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, pode impactar a aprovação do fim da escala 6×1 dos trabalhadores. A proposta ainda aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados.
O atual advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo parlamentares, a rejeição deste nome por articulação do Senado trouxe tensionamento à relação entre o Executivo e parte do Legislativo, especialmente no contexto das negociações de pautas consideradas prioritárias.
A pauta sobre o fim da escala 6×1, que regulamenta a jornada e folga de trabalhadores, segue em análise na Comissão Especial da Câmara. Apesar do apoio inicial articulado por lideranças governistas, interlocutores apontam que o ambiente político tornou-se mais incerto após o episódio envolvendo a indicação ao STF.
O senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, desempenha papel estratégico na tramitação de projetos, sendo fundamental para acordos e votações. Fontes ouvidas relataram que o distanciamento entre Alcolumbre e Lula pode atrasar ou dificultar a aprovação de temas de interesse do Executivo, incluindo mudanças na legislação trabalhista.
Ainda não há previsão para o projeto do fim da escala 6×1 ser incluído na pauta do plenário da Câmara. Integrantes do governo avaliam que, sem consenso entre lideranças partidárias e a base aliada, a proposta pode enfrentar novos obstáculos legislativos e adiamentos em sua tramitação.
A discussão sobre a escala 6×1 envolve diretamente sindicatos, empregadores e parlamentares, com repercussão no setor de serviços. O texto precisa ser aprovado na Câmara antes de seguir para o Senado Federal, onde Davi Alcolumbre exerce protagonismo nas deliberações legislativas.






