Da redação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, em manifestações realizadas neste 1º de Maio em São Paulo e no Rio de Janeiro, que a sociedade pressione o Congresso Nacional para votar pelo fim da escala 6×1 de trabalho antes das eleições, defendendo a redução da jornada semanal sem redução de salários.
Após enfrentar dois reveses recentes no Congresso — o bloqueio da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto de Lula ao projeto sobre dosimetria penal —, o governo busca retomar protagonismo com a pauta trabalhista. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o Planalto provocou o debate ao enviar o projeto, mas destacou que a mobilização social é fundamental.
“É preciso que a sociedade entre em campo, continue em campo, exigindo que essa deva ser uma conquista deste momento para a classe trabalhadora”, disse Marinho durante ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ele espera que a escala 6×1 seja extinta ainda este ano e ressaltou que o modelo prejudica especialmente as mulheres.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, declarou que a jornada de trabalho de 44 horas semanais “estará enterrada até julho”, já que o projeto tramita em regime de urgência. Sergio Nobre, presidente da CUT, reforçou que o foco das mobilizações é pressionar o Congresso pela aprovação do fim da escala 6×1 ainda neste mês.
Diversos atos ocorreram nas capitais, com participação de lideranças sindicais, movimentos sociais e políticos, incluindo Simone Tebet, Marina Silva e a deputada Erika Hilton, que confirmou previsão de votação da PEC em maio. O grupo Vida Além do Trabalho promoveu atos em São Paulo e no Rio, contando com a adesão de categorias como entregadores de aplicativos.
Na avenida Paulista, cerca de cem manifestantes ligados à direita e ao conservadorismo se concentraram diante da Fiesp, sem abordar diretamente a questão da jornada de trabalho. Registros de conflitos pontuais com forças de segurança foram verificados tanto na capital quanto em São Bernardo do Campo.






