Início Brasil Romeu Zema defende permissão para trabalho infantil durante entrevista em podcast

Romeu Zema defende permissão para trabalho infantil durante entrevista em podcast


Da redação

O ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, defendeu nesta sexta-feira, 1º de maio, a possibilidade de crianças trabalharem no Brasil. A declaração ocorreu durante participação no podcast Inteligência Ltda., transmitido no Dia do Trabalho. Zema criticou a atual legislação sobre o trabalho infantil no país.

Durante a entrevista, Zema afirmou que considera a proibição uma medida equivocada. Segundo ele, a restrição impede o desenvolvimento de responsabilidade em crianças brasileiras. O ex-governador declarou que, no passado, atividades laborais fizeram parte da formação de muitos adultos bem-sucedidos atualmente.

Zema destacou que a legislação brasileira adota uma visão, em suas palavras, “radical” sobre o tema em relação a outros países. Para ele, seria possível adotar critérios mais flexíveis, desde que haja proteção e respeito aos direitos fundamentais das crianças. O pré-candidato argumentou que permitir o trabalho infantil em determinadas condições pode contribuir para o amadurecimento.

A posição repercutiu nas redes sociais, recebendo críticas e apoiadores. Entidades de proteção à infância e especialistas em direitos da criança ressaltaram a importância do cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. O documento brasileiro proíbe o trabalho de menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14.

Questionado durante o programa sobre possíveis riscos à integridade dos menores, Zema reforçou que, em sua visão, o trabalho deve ser regulado e supervisionado. “Não estou defendendo exploração, mas acho um erro proibir totalmente qualquer atividade profissional para crianças”, afirmou.

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, tradicionalmente destaca temas ligados aos direitos trabalhistas no Brasil. O trabalho infantil é tema de debates recorrentes em órgãos nacionais e internacionais. A legislação atual segue recomendações de organizações como a OIT, visando proteger crianças de exploração e abuso.