Da redação
Daniel Vilela, vice-governador de Goiás e candidato ao governo do estado, lidera a corrida eleitoral com 33% das intenções de voto segundo pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira, 30 de abril. O levantamento revela influência do alto índice de aprovação do ex-governador Ronaldo Caiado na definição de preferências do eleitorado goiano.
O ex-governador Ronaldo Caiado encerrou seu mandato com aprovação de 84%, de acordo com a mesma pesquisa. Segundo 71% dos entrevistados, Caiado tem méritos para eleger seu sucessor, quadro que favorece Vilela, atualmente reconhecido por 37% dos eleitores como o candidato apoiado pelo ex-governador. Esse vínculo se tornou um dos principais trunfos da campanha.
Durante a gestão de Caiado, Goiás enfrentou desafios econômicos, mas registrou investimentos relevantes, como os R$ 220 milhões em saúde e R$ 300 milhões em programas sociais. Esses aportes contribuíram para a popularidade do governo e para a estratégia de continuidade adotada por Vilela, que propõe manter políticas voltadas à infraestrutura e à proteção dos mais vulneráveis.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou que “o conhecimento da população sobre a candidatura de Vilela é um trunfo significativo, e os altos índices de aprovação de Caiado podem influenciar positivamente sua trajetória eleitoral”. Secretários estaduais e lideranças políticas expressaram apoio à candidatura, citando avanços em saúde como fator de confiança junto à população.
Segundo o levantamento, Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar com 21%, seguido por Adriana Accorsi (PT) com 10% e Wilder Moraes (PL) com 9%; 15% dos entrevistados estão indecisos. Em um eventual segundo turno, Vilela teria 46% contra 27% de Perillo, e 51% contra 21% se a disputa fosse com Wilder Moraes.
A pesquisa também mostra rejeição de 50% a Perillo e um alto índice de desconhecimento de 62% para Wilder Moraes. Especialistas apontam que a polarização exige dos candidatos propostas claras e a capacidade de reinterpretar legados de gestões anteriores. Investimentos em infraestrutura escolar, que somaram R$ 950 milhões nas últimas gestões, também repercutem no debate eleitoral goiano.






