Da redação
O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, afirmou nesta segunda-feira que o presidente Lula tinha conhecimento do risco de derrota na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu após questionamentos sobre o processo de escolha do indicado.
Segundo Randolfe, Lula optou por manter o nome de Messias mesmo diante das incertezas no Senado. “O presidente tinha consciência do risco. E houve uma decisão consciente de levar a indicação”, afirmou o senador. A indicação de Messias gerou debates nos bastidores políticos nos últimos dias.
Nos trâmites internos, aliados do governo mencionaram dificuldades em construir maioria para aprovar o nome de Messias ao STF. O cenário, conforme apurado, já era monitorado pelo Palácio do Planalto, que, ainda assim, preferiu não alterar a indicação pouco antes da votação prevista.
A indicação ao Supremo é prerrogativa do presidente, mas depende de aprovação da maioria dos senadores. Parlamentares de vários partidos manifestaram dúvidas quanto ao perfil escolhido. O governo, no entanto, atuou para manter o apoio de sua base até a decisão definitiva do plenário.
Randolfe ressaltou que “houve uma decisão consciente” do presidente Lula em não retirar a candidatura de Jorge Messias, mesmo diante da possibilidade de derrota. O senador não apresentou detalhes sobre conversas internas, mas reiterou que era uma “posição assumida de manter o nome até o final”.
Jorge Messias ocupa atualmente o cargo de advogado-geral da União, sendo nomeado para a função em 2023. O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, indicados conforme critérios constitucionais e submetidos à sabatina e votação no Senado Federal.






