Início Brasil Saiba como identificar e reparar corretamente trincas estruturais e de dilatação

Saiba como identificar e reparar corretamente trincas estruturais e de dilatação


Da redação

Especialistas em construção civil explicam que identificar corretamente o tipo de trinca em paredes é fundamental para garantir a segurança e a durabilidade das estruturas. O esclarecimento foi feito nesta quarta-feira, em São Paulo, devido ao aumento no registro de trincas em imóveis antigos e novos.

As trincas podem ser classificadas principalmente em dois tipos: estruturais e de dilatação. As trincas estruturais são resultado de problemas na fundação ou sobrecarga nas paredes, podendo indicar riscos maiores para o imóvel, segundo engenheiros consultados. Já as trincas de dilatação surgem devido à variação de temperatura e umidade, sendo normalmente menos graves.

O reparo adequado depende do diagnóstico correto da causa da trinca. Para as trincas estruturais, os especialistas orientam a busca de auxílio técnico profissional, que avaliará a necessidade de reforço na estrutura ou de reparos na fundação. Esse tipo de intervenção deve ser conduzido por engenheiros civis com experiência comprovada.

Em relação às trincas de dilatação, o procedimento mais indicado consiste na abertura da fissura, limpeza do local e aplicação de materiais flexíveis que acompanhem os movimentos naturais da parede, evitando reaparecimento do problema. Materiais à base de polímeros e selantes específicos são recomendados para esse tipo de situação.

Os especialistas alertam que soluções improvisadas ou reparos apenas superficiais podem agravar os danos e colocar em risco as estruturas. “Apenas o diagnóstico correto e o uso de técnicas adequadas garantem a segurança do imóvel”, destaca um dos engenheiros ouvidos sobre o tema.

De acordo com levantamentos do setor habitacional, a incidência de trincas tem crescido especialmente em cidades com variações climáticas acentuadas e edificações antigas. O acompanhamento periódico de profissionais capacitados é recomendado para evitar danos estruturais e garantir a preservação dos imóveis.