Da redação
O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria na sessão desta quinta-feira, 30, em Brasília, após acordo entre Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e líderes da direita. A articulação também resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, buscando evitar a criação da CPI do Master.
Durante os debates, parlamentares bolsonaristas parabenizaram publicamente Alcolumbre pelo conjunto de decisões conduzidas. Tanto o presidente do Senado quanto outros participantes tornaram explícita sua atuação, sem disfarçar o alinhamento em torno das votações realizadas. O entendimento buscou aliviar a pressão sobre o pedido de CPI apresentado em janeiro por Carlos Jordy (PL-RJ).
Mesmo após conduzir as votações contrárias ao governo, Alcolumbre segue enfrentando pressões relacionadas ao escândalo envolvendo o banco Master. Parlamentares da esquerda protocolaram um novo requerimento para criação de uma CPI mista, com apoio de 181 deputados e 35 senadores. O documento é liderado por Heloisa Helena (Rede-AL) e Fernanda Melchiona (PSOL-RS).
Para evitar a leitura obrigatória do requerimento da CPI mista, Alcolumbre deve postergar a convocação de sessões conjuntas, estratégia utilizada antes do acordo com parlamentares de direita. No governo, autoridades orientaram a manutenção do diálogo com o presidente do Senado, aguardando o desenrolar dos fatos após os conflitos das últimas votações.
Segundo o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto confirmam o entendimento entre oposição, Centrão e Alcolumbre para evitar a instalação da CPI do Master. Ele citou como prova a ausência de cobrança de Jordy no plenário pelo andamento do pedido.
O deputado Carlos Jordy declarou que aguarda a próxima sessão do Congresso. Ele afirmou ter recebido do senador Jorge Seif (PL-SC) a lista das assinaturas de líderes envolvidos na articulação para o acordo. Conforme o regimento, cabe ao presidente do Congresso ler requerimentos protocolados na primeira sessão após a apresentação, ponto que o governo pretende questionar no STF.






