Da redação
A Áustria confirmou nesta segunda-feira, 4, a expulsão de três funcionários da embaixada da Rússia, suspeitos de envolvimento em espionagem. A decisão ocorre em Viena e foi justificada como uma medida necessária para a segurança do país, conforme anunciado pelo governo austríaco.
Viena é reconhecida internacionalmente como um centro de atuação de espiões russos, o que é facilitado por uma legislação considerada permissiva. No país, a espionagem não é enquadrada como ilegal se não prejudicar interesses austríacos, conforme as regras em vigor sob o governo de coalizão entre conservadores, social-democratas e liberais.
A ministra das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, afirmou que essa decisão marca uma “mudança de rumo” por parte do governo diante do que classificou como um “problema de segurança”. Ela declarou ser “inaceitável que a imunidade diplomática seja utilizada para realizar atividades de espionagem”, referindo-se às “antenas na representação russa”.
A embaixada russa na Áustria reagiu classificando as acusações como “totalmente injustificadas” e disse que haverá uma “reação firme”. Na noite de domingo, o grupo audiovisual ORF relatou que as instalações russas em Viena podem funcionar como plataforma para monitoramento de organizações internacionais sediadas na cidade, como ONU, Opep e OSCE.
Segundo o serviço de inteligência austríaco (DSN), a embaixada russa em Viena é uma das maiores da Europa e “constitui um nó estratégico importante no âmbito das atividades de espionagem dirigidas à Áustria e a outros países europeus”, conforme relatório divulgado em 2024.
A Áustria, com população de 9,2 milhões de habitantes e membro da União Europeia, já expulsou mais de dez diplomatas russos desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Atualmente, quase 220 funcionários estão credenciados junto à embaixada russa em Viena.







