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ONU recomenda cautela a navios no Oriente Médio durante escoltas lideradas pelos EUA


Da redação

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou-se nesta segunda-feira sobre o “Projeto Liberdade”, iniciativa dos Estados Unidos para escoltar embarcações comerciais fora das zonas de risco no Oriente Médio. Segundo a OMI, embora a agência reconheça a iniciativa, faltam ainda detalhes concretos sobre a operação.

A OMI afirmou que segue recomendando cautela máxima aos navios na região e ressaltou os desafios logísticos e de segurança enfrentados, especialmente no Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã. A entidade elogiou a atenção destinada aos trabalhadores marítimos, mas destacou que escoltas navais “não constituem uma solução sustentável”.

Segundo a OMI, a única forma viável de garantir segurança aos profissionais do mar é a redução imediata das tensões e o alcance de acordo duradouro. Atualmente, cerca de 800 navios, entre petroleiros, graneleiros e porta-contêineres, continuam bloqueados no Estreito de Ormuz, com aproximadamente 20 mil marítimos retidos na área.

Na totalidade do Golfo Pérsico, estima-se cerca de 3 mil embarcações e milhares de profissionais impactados. Embora a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) já tenha repatriado cerca de 450 trabalhadores, a maioria permanece vulnerável a destroços, mísseis e possível escassez de água e alimentos.

No Líbano, a Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) ampliou a distribuição de cestas básicas e refeições prontas para atender deslocados, enquanto a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) acompanha o retorno de famílias ao sul, que encontram casas destruídas e persistente insegurança.

Na Faixa de Gaza, a UNESCO anunciou o aporte de US$ 5,7 milhões para restaurar patrimônios, apoiar oportunidades de aprendizado e garantir suporte psicossocial, além de fornecer equipamentos de proteção para jornalistas que atuam na cobertura do conflito na região.