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Prédio em Belo Horizonte tem escada destruída após queda de avião; dois morrem


Da redação

Um avião de pequeno porte atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). O acidente ocorreu às 12h21, poucos minutos após a decolagem do aeroporto da Pampulha, com destino a São Paulo, e deixou dois mortos e três feridos graves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave bateu na lateral do edifício, na rua Ilacir Pereira Lima, 667, onde funciona o estacionamento de um supermercado. O impacto atingiu a caixa de escada do prédio, destruindo o acesso aos andares superiores. Todos os moradores conseguiram ser retirados em segurança, sem feridos entre eles, com auxílio de escadas.

Na aeronave estavam cinco pessoas. Morreram o piloto e um passageiro, enquanto outros três foram resgatados presos nas ferragens e levados ao Hospital de Pronto-Socorro João 23. Segundo informações médicas, uma das vítimas permanece em estado grave e as demais apresentam quadro estável. Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal.

Claudete Martins, moradora do prédio há quase 50 anos, relatou ter ficado dentro do apartamento até ser retirada. “Eles me pediram para eu ficar lá quieta, tomando água e abrindo a janela, que iam me resgatar, mas tinham que socorrer os feridos primeiro. Me perguntaram se eu estava bem, eu disse que sim, só estava inalando muito querosene”, disse.

A Defesa Civil de Belo Horizonte isolou preventivamente o estacionamento do supermercado e os apartamentos 301 e 302, enquanto a Polícia Civil e o Cenipa investigam as causas do acidente. Conforme Elcione Menezes Alves, subsecretário de Defesa Civil, o prédio foi interditado inicialmente por precaução, mas estruturalmente “internamente não apresenta nenhuma anomalia”.

A retirada dos destroços da aeronave depende da conclusão das análises técnicas do Cenipa, sem previsão para ser iniciada. Segundo moradores, mais de 80 pessoas residem no prédio. Parte da fachada lateral também permanece isolada para evitar riscos estruturais enquanto são realizadas as perícias necessárias.