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Técnica de enfermagem é afastada após acusação envolvendo senador durante procedimento hospitalar no Distrito Federal

Por Alex Blau Blau

Profissional relata agressão durante exame médico; unidade de saúde confirma afastamento por recomendação e caso segue sob apuração

A técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta de agressão durante um procedimento hospitalar foi afastada de suas funções por orientação médica. A informação foi confirmada pela unidade de saúde onde o atendimento ocorreu, que também informou estar colaborando com as investigações em andamento.

Segundo o hospital, a profissional encontra-se afastada das atividades após avaliação de seu médico particular. A instituição reforçou ainda que está adotando as medidas necessárias para atender às solicitações das autoridades responsáveis pela apuração do caso.

A denúncia foi registrada após um exame realizado em uma unidade hospitalar do Distrito Federal. De acordo com o relato da técnica, ela auxiliava no procedimento quando houve complicação durante a aplicação de contraste, o que levou à interrupção automática do equipamento e ao extravasamento do líquido no braço do paciente.

A profissional afirma que, ao orientar sobre os cuidados necessários após o ocorrido, teria sido surpreendida por uma reação agressiva. Segundo sua versão, houve agressões físicas e verbais no momento em que tentava prestar assistência, o que teria motivado o registro da ocorrência.

Após o episódio, a unidade de saúde abriu procedimento interno para apurar os fatos. O caso também passou a ser acompanhado por entidades representativas da categoria, que manifestaram apoio à profissional e cobraram investigação detalhada sobre o ocorrido.

Representantes de sindicatos da área da enfermagem afirmaram que acompanham a situação e destacaram a necessidade de apuração transparente, com respeito às partes envolvidas e garantia de proteção aos trabalhadores da saúde.

Em manifestação pública, o senador negou as acusações e afirmou que não houve agressão à profissional. Ele declarou que sua reação ocorreu em um contexto de desconforto durante o procedimento e que não teve intenção de ofender ou agredir a técnica.

A equipe jurídica do parlamentar também se pronunciou, alegando que ele estava sob medicação no momento do atendimento e que teria reagido ao desconforto físico, sem direcionar qualquer ato contra a profissional.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes e da própria unidade hospitalar, que busca esclarecer as circunstâncias do atendimento e as versões apresentadas pelas partes envolvidas.