Início Economia Dólar fecha em R$ 4,92 após intervenção do BC e bolsa sobe...

Dólar fecha em R$ 4,92 após intervenção do BC e bolsa sobe novamente

- Publicidade -


Da redação

O dólar comercial fechou em leve alta nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,921, após intervenção do Banco Central. A medida ocorreu em meio à queda de aproximadamente 7% nos preços do petróleo e melhora no cenário internacional, enquanto a bolsa de valores teve a segunda valorização consecutiva, superando 187 mil pontos.

A moeda americana chegou a alcançar R$ 4,93 pela manhã, mas perdeu força ao longo do dia devido ao aumento do apetite global por risco. Apesar da valorização frente ao real, o dólar acumula recuo de 0,63% na semana e queda de 10,34% no ano, conforme os dados mais recentes.

O Banco Central vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, instrumento equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Especialistas afirmam que a operação foi realizada para aproveitar a cotação baixa da moeda e reduzir o estoque de operações cambiais, majoritariamente composto por swaps tradicionais.

A queda do petróleo também pesou sobre a moeda brasileira, que vinha ganhando força diante da valorização da commodity nos últimos dias. O enfraquecimento da cotação internacional impactou diretamente o desempenho do real neste pregão, acrescentando fatores de pressão ao mercado de câmbio.

No mercado acionário, o Ibovespa registrou alta de 0,50%, fechando aos 187.690 pontos, com volume financeiro de R$ 29,2 bilhões. O movimento positivo foi puxado por ações de mineradoras e empresas de consumo, enquanto empresas do setor de petróleo recuaram, incluindo as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, que caíram 3,77% e 2,86%, respectivamente.

No exterior, bolsas de Nova York registraram ganhos acima de 1%, com recordes no S&P 500 e no Nasdaq. O barril de petróleo Brent caiu 7,83%, cotado a US$ 101,27, enquanto o WTI recuou 7,03%, para US$ 95,08, influenciados por sinais de menor tensão no Oriente Médio, segundo declarações de autoridades do Irã e dos Estados Unidos.