Da redação
Mica Galvão, destacado atleta do jiu-jitsu, se pronunciou publicamente na última quarta-feira, 6 de junho, após a prisão de seu pai, Melqui Galvão, em Manaus, em abril, sob suspeita de crimes sexuais contra menores. O esportista cancelou o lançamento da equipe ‘Mika Jiu-Jitsu’ e declarou que o momento exige postura diferente.
Logo após a prisão do pai, Melqui, que era treinador e líder da equipe BJJ College, Mica anunciou o encerramento da antiga equipe e a intenção de iniciar um novo projeto. Posteriormente, reconheceu que foi precipitado ao tomar essa decisão pouco depois do ocorrido e decidiu cancelar o novo time.
Em seu pronunciamento, divulgado nas redes sociais, Mica afirmou: “Queria pedir desculpa para todo mundo por esse tempo que fiquei ausente, recluso, para ficar perto da minha família. Tenho duas coisas para falar”. Ele declarou que percebeu a inviabilidade de criar a equipe neste contexto.
No mesmo vídeo, o atleta afirmou: “Com relação às vítimas, queria me solidarizar […] se precisar de mim, estou dando suporte aqui, se precisar de ajuda com alguma coisa, dentro das minhas possibilidades, estou me disponibilizando. Acredito na Justiça. Sei que é um momento delicado, mas tudo vai se concretizar”.
O caso gerou repercussão no meio esportivo. Mica foi criticado por parte dos seguidores, que consideraram inadequado lançar uma nova marca em meio à investigação envolvendo Melqui Galvão, que responde a sete denúncias. O atleta enfatizou que o momento é de cuidar da família e prestar solidariedade.
Reconhecido como estrategista e treinador, Melqui Galvão destacou-se na formação de atletas como Diogo Reis, Fabricio Andrey e principalmente Mica Galvão, que se tornou um dos grandes nomes do jiu-jitsu sob sua orientação.







