Da redação
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), defendeu nesta quinta-feira, 7, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O posicionamento ocorreu em Brasília, após nova etapa da Operação Compliance.
Segundo Pimenta, a instalação das comissões é necessária diante dos desdobramentos recentes das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Ele afirmou que o papel do Congresso é “apurar com total transparência todas as suspeitas de irregularidades no sistema financeiro nacional”. A fala enfatizou o envolvimento do Banco Master nos fatos apurados.
A nova fase da Operação Compliance, deflagrada nesta quinta-feira, reforçou suspeitas de práticas ilegais na instituição financeira. Autoridades investigam movimentações consideradas atípicas e possíveis infrações envolvendo recursos de investidores e operações de crédito suspeitas, conforme promotores e policiais envolvidos.
“A gravidade dos fatos apontados exige pronta resposta das casas legislativas”, declarou Pimenta. O deputado ressaltou que a atuação combinada da CPMI e da CPI poderá fortalecer a apuração e promover eventuais mudanças regulatórias, de acordo com a evolução dos trabalhos das duas comissões sugeridas.
O Banco Master ainda não se manifestou oficialmente sobre os acontecimentos do dia. Até o momento, não há informações confirmadas de denúncias contra dirigentes da instituição, e as investigações seguem sob sigilo judicial. O caso continua em andamento nas autoridades competentes.
A Operação Compliance busca combater crimes financeiros e já resultou em investigações sobre outras instituições em anos anteriores. Comissões parlamentares como CPMI e CPI são instrumentos previstos constitucionalmente no Congresso Nacional para apuração de fatos de interesse público e fiscalização de atos de agentes econômicos e públicos.







