Da redação
O presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, e um sócio foram presos novamente nesta sexta-feira, 7 de junho, em São Paulo. Segundo decisão da Justiça, a medida ocorre por suspeita de envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Fim da Linha deflagrada em 2024.
Cunha havia sido detido em julho de 2024, no início das investigações da Operação Fim da Linha, que apura possíveis vínculos entre empresas de transporte público da capital paulista e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Após a soltura em janeiro, a Justiça atendeu a recurso do Ministério Público e determinou a nova prisão.
A investigação tem como alvo um esquema de lavagem de dinheiro resultante de atividades ilícitas atribuídas ao PCC, incluindo tráfico de drogas e roubos. De acordo com o Ministério Público, as empresas de ônibus eram utilizadas para ocultar a origem desses recursos, conforme consta nas denúncias apresentadas à Justiça.
Conforme apurado, entre 2014 e 2024, indivíduos ligados ao tráfico injetaram mais de R$ 20 milhões em uma cooperativa de transporte da zona leste de São Paulo. Esta cooperativa teria dado origem à UPBus e possibilitado sua entrada na licitação municipal de 2015, conforme documentação oficial.
Essas pessoas integravam formalmente o quadro societário da empresa, segundo as investigações. Em reação à operação, a prefeitura de São Paulo interveio nas linhas da UPBus e nomeou um interventor responsável pela administração temporária dos serviços de transporte afetados pela medida.
No início de 2024, a concessão da UPBus foi oficialmente revogada e transferida para a empresa Alfa RodoBus, conforme despacho publicado no Diário Oficial do Município em fevereiro. Até o momento, não houve resposta dos advogados de defesa dos investigados.







