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Navio-cruzeiro MV Hondius segue para Ilhas Canárias após surto de hantavírus

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Da redação

Pelo menos três passageiros morreram com sintomas de hantavírus em um navio-cruzeiro que partiu da Argentina e atracou em Cabo Verde no último fim de semana. A embarcação, identificada como MV Hondius, recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país africano em resposta ao surto, com autoridades em alerta internacional.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou nesta quinta-feira que a situação não deve ser confundida com uma pandemia, como a Covid-19, embora haja a confirmação de transmissão entre pessoas. Equipes médicas de Cabo Verde, com supervisão da OMS, atuaram ainda na capital Praia para isolar e transferir casos graves.

Ann Lindstrand, representante da OMS em Cabo Verde, relatou que três pessoas foram retiradas do navio: dois passageiros sintomáticos e um contato próximo. Após uma operação complexa, todos seguiram de barco e avião para a Holanda, em estado clínico estável, enquanto o MV Hondius prosseguiu para o arquipélago das Canárias.

O surto foi causado pela variante Andes do hantavírus, reconhecida pela transmissão eventual entre humanos. Até o momento, cinco casos confirmados foram registrados. Segundo Lindstrand, o contágio requer contato muito próximo e os passageiros foram mantidos em isolamento nas cabines, seguindo rigorosos protocolos de distanciamento e uso de equipamentos de proteção.

Apesar das mortes, autoridades buscam conter temores de uma emergência global, destacando que o risco de pandemia permanece baixo. O rastreio internacional prossegue para notificar e monitorar possíveis contatos dos infectados. “Não há risco de uma pandemia. A ameaça global agora está baixa”, afirmou Lindstrand, ressaltando o uso do Regulamento Sanitário Internacional para coordenação entre países.

A dispersão dos pacientes segue a rota do cruzeiro antes da imposição de quarentena. Foram confirmados dois casos em Cabo Verde, um caso fatal e outro grave na África do Sul e um hospitalizado na Suíça. O período de incubação, de uma a oito semanas, exige vigilância contínua das autoridades, com acompanhamento médico a bordo.