Da redação
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP), formado pela Faculdade de Direito da USP, anunciou sua candidatura ao governo de São Paulo. O pleito está previsto para 2026, e Haddad enfrenta a missão de tentar reduzir sua alta rejeição entre os eleitores, especialmente no interior do estado.
Apesar do currículo acadêmico e do perfil técnico, Haddad tem seu nome associado à rejeição ao PT e à gestão do presidente Lula. Durante seu período no Ministério da Fazenda, ficou marcado pelo aumento da carga tributária e críticas relacionadas ao controle das contas públicas, fatores que contribuíram para a resistência do eleitorado.
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, 58% dos entrevistados em São Paulo afirmam conhecer Haddad e não pretendem votar nele para o governo. Em comparação, a rejeição ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), chega a 38%. Entre eleitores independentes, a rejeição ao petista sobe para 59%, enquanto Tarcísio registra 41%.
Segundo cientistas políticos, o histórico do PT no estado — o partido nunca elegeu um governador paulista — e o perfil conservador do eleitorado explicam a elevada rejeição a Haddad. Caso semelhante ocorreu com Guilherme Boulos (PSOL), que perdeu no segundo turno para Ricardo Nunes (MDB) na última eleição municipal.
Boulos, conhecido por sua atuação no MTST, assim como Haddad, é apontado como possível sucessor de Lula entre os políticos de esquerda. Ambos carregam limites eleitorais na capital paulista e no estado, fatores que impactam suas projeções para disputas futuras.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.650 pessoas entre 23 e 27 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número SP-03583/2026.







