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Sarau Motriz estreia em Planaltina com programação cultural gratuita no dia 16 de maio


Da redação

A primeira edição do Sarau Motriz acontece em 16 de maio, a partir das 9h30, no Instituto Favela Gastronômica, em Planaltina (DF). O evento, com entrada gratuita, reúne artistas, coletivos culturais e comunidade para promover a tradição cultural local e potencializar as periferias do Distrito Federal.

Idealizado pelo Coletivo Motriz em parceria com o Instituto Favela Gastronômica e o Sarau-Vá, o encontro busca fortalecer as comunidades e fomentar a produção cultural periférica por meio da colaboração entre coletivos e organizações. A programação também foi pensada para favorecer o intercâmbio, a formação e a celebração da diversidade.

O Sarau Motriz convida diferentes gerações de poetas, artistas e agentes culturais para espaços de troca de experiências, ampliando o diálogo e o fortalecimento coletivo das produções culturais das periferias. Maria Clara Xavier assume a condução do evento, que inclui atividades como oficinas, apresentações musicais, graffiti e uma feira literária.

Entre os destaques da programação está a roda de conversa “O Corre da Palavra: Vozes periféricas dando a letra!”, a partir das 17h, com Tatiana Nascimento, Markão Aborígene e Jéssica Caitano. Também haverá intervenções poéticas de Raquel Ely, Prethais, Sarau-Vá e shows como Lampião Elétrico e Negra Eve + Experimental Dub.

Gui Azevedo, curador do evento e coordenador do Sarau-Vá, explica que a seleção dos artistas priorizou o encontro entre diferentes territórios e linguagens das periferias. “Nosso foco na curadoria foi promover o encontro: trazer artistas que movimentam a cena de Planaltina para trocar com artistas de outras quebradas”, afirma.

O Coletivo Motriz se dedica à valorização da produção negra, periférica e independente nas mais diversas linguagens artísticas. O Instituto Favela Gastronômica atua em Planaltina com projetos de gastronomia social, enquanto o Sarau-Vá, fundado em 2013 em Ceilândia, é reconhecido por seu papel de resistência cultural no Distrito Federal.