Da redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (7) que suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master sejam investigadas “doa a quem doer”. A declaração foi feita após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira (PP), em Brasília.
O Progressistas integra a aliança política comandada por Tarcísio no Estado. Estava previsto para a próxima segunda-feira, na capital paulista, um evento no qual o PP anunciaria apoio à candidatura à reeleição do governador. Após a operação da Polícia Federal, o ato – que teria a participação de Ciro Nogueira – foi adiado.
Tarcísio declarou: “É um escândalo grave que precisa ser apurado, precisa ser investigado, doa a quem doer”. Ele afirmou ainda que “todas as pessoas que têm envolvimento precisam ser investigadas”. O governador respondeu a jornalistas logo após participar da inauguração de ampliações do Hospital Geral de Itaquaquecetuba.
Questionado sobre possíveis impactos da investigação em sua campanha à reeleição, Tarcísio avaliou que a operação da Polícia Federal não deve provocar prejuízos. Ele reforçou o apoio à pré-candidatura ao Senado do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), seu ex-secretário de Segurança Pública. “Não tem nada a ver com a gente”, declarou o governador.
Também participaram do evento o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato à segunda vaga ao Senado com apoio de setores do bolsonarismo. Tarcísio minimizou o adiamento do encontro organizado pelo PP, destacando que a aliança é mais ampla e agrega diversos partidos.
Ainda durante a entrevista, o governador classificou o caso como “um grande escândalo nacional, de proporções gigantescas”. Segundo Tarcísio, a coligação é formada por Republicanos, PL, PSD, MDB, PP, União Brasil e Podemos, indicando a manutenção das parcerias políticas para as próximas eleições estaduais.







