Da redação
Maria Clara Facundo, de 20 anos, recebeu alta médica no sábado, 9 de maio, em Brasília, após duas semanas hospitalizada devido a um atropelamento. O incidente ocorreu em 25 de abril, quando ela foi atingida por um carro conduzido pelo sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos.
A mãe de Maria Clara, Sara Leão, confirmou a recuperação da filha, ressaltando a alegria de poder passar o Dia das Mães com ela. Nas redes sociais, Sara manifestou gratidão, descrevendo Maria Clara como um “milagre” e um “presente”. A jovem deixou a UTI em 7 de maio e aguardava alta no quarto do hospital.
Maria Clara passou por uma cirurgia bucomaxilar para corrigir fraturas no rosto e, em 4 de maio, foi submetida a um procedimento na mão. Segundo relatos, no dia do atropelamento, ela atravessava uma faixa de pedestres acompanhada de uma amiga, quando foi atingida pelo veículo, que dava ré em alta velocidade.
Testemunhas, conforme registrado por câmeras de segurança, relataram que Maria Clara foi arrastada, apesar dos gritos no local. Antes do acidente, sua mãe informou que um homem tentou abordá-la em uma distribuidora de bebidas, mas Maria Clara não se lembra da situação. Após o atropelamento, Guilherme e outros quatro ocupantes do carro fugiram.
Em depoimento, o sargento alegou que deixou o local temendo ser linchado. O Exército Brasileiro abriu investigação para apurar a conduta de Guilherme e de outro militar presente no veículo. O Comando Militar do Planalto informou que está colaborando com as autoridades nas investigações do caso.
Guilherme da Silva Oliveira foi preso em 27 de abril e conduzido à carceragem do Exército. No dia seguinte, a Justiça do Distrito Federal decretou sua prisão preventiva. Ele responderá por tentativa de homicídio enquanto prosseguem as investigações sobre o episódio.







