Da redação
O Distrito Federal registrou o maior índice de desigualdade do Brasil em 2025, segundo pesquisa do IBGE divulgada na última sexta-feira, 8 de março. Apesar da maior renda média mensal do país, de R$ 4,4 mil, os ganhos não se refletem de forma equilibrada entre as regiões da capital federal.
A pesquisa aponta que, enquanto a média nacional de renda mensal é de R$ 2,2 mil, o Distrito Federal supera o dobro desse valor. No entanto, a concentração de renda impede que o bem-estar social acompanhe o crescimento econômico. O aumento da desigualdade tem sido impulsionado especialmente pela dificuldade de incluir trabalhadores menos qualificados no mercado formal.
Segundo analistas, o crescimento econômico em 2025 foi absorvido, em sua maior parte, pelo topo da pirâmide social. O fenômeno é explicado pela forte presença de servidores públicos de alto escalão e pelo setor de serviços voltado ao luxo, fatores que elevam a média salarial e encarecem o custo de vida local.
A renda do topo atinge níveis considerados elevados, com o 1% mais rico recebendo cerca de R$ 43 mil mensais. Por outro lado, aproximadamente 40% da população vive com renda média em torno de R$ 941. Esse contraste pressiona ainda mais o orçamento das famílias devido à inflação de serviços e aluguéis.
O Índice de Gini, que mede a desigualdade, atingiu seu patamar mais alto no Distrito Federal, revertendo a trajetória de queda vista em outras grandes cidades. O cenário indica que políticas de transferência de renda não têm sido suficientes para mudar o quadro da capital.
Com uma economia dependente do setor público e do comércio, o Distrito Federal soma cerca de 3 milhões de habitantes. O desafio para os gestores locais é encontrar soluções efetivas para promover maior distribuição dos ganhos econômicos e reduzir as disparidades internas.






