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Japão sacrifica mais de 14.000 ursos em um ano após ataques recordes


Da redação

Mais de 14.000 ursos foram sacrificados no Japão no ano fiscal encerrado em março, conforme dados preliminares do governo. O número é o maior já registrado e resulta de uma série de ataques fatais desses animais contra seres humanos em várias regiões do país.

No último ano, agressões cometidas por ursos causaram 13 mortes em todo o arquipélago japonês, mais do que o dobro do recorde registrado anteriormente. Segundo autoridades, desde o início de 2026, houve a confirmação de um ataque fatal e há suspeita de que outros dois óbitos possam estar ligados aos animais.

O total de ursos capturados e posteriormente mortos quase triplicou em comparação ao ano fiscal anterior, atingindo 14.601 casos, o que equivale a uma média diária de 40 animais abatidos. O aumento chama a atenção das autoridades ambientais, diante da escalada de ocorrências envolvendo a espécie.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente na segunda-feira, o número atual supera de forma significativa o máximo anterior de pouco mais de 9.000 ursos mortos durante o ano fiscal de 2023. O levantamento do governo indica preocupação crescente com a frequência dos incidentes.

As mortes de seres humanos causadas por ursos ocorrem em localidades diversas do Japão e têm mobilizado forças de segurança para conter os riscos à população. As causas do aumento dos ataques ainda são objeto de análise por especialistas e agentes oficiais.

O governo japonês mantém estatísticas anuais sobre episódios envolvendo animais selvagens e atua, por meio de órgãos ambientais, tanto na retirada quanto na contenção dos ursos para evitar novos confrontos com pessoas em áreas urbanas e rurais.