Da redação
O ator Juliano Cazarré participou do programa “GloboNews Debate” na última terça-feira, 12 de maio, para apresentar seu novo curso presencial “O Farol e a Forja”, voltado ao público masculino. O projeto, realizado em local não divulgado, busca, segundo o artista, resgatar homens considerados “esquecidos” e rotulados como tóxicos.
O lançamento do curso gerou ampla repercussão nas redes sociais, especialmente entre atrizes e colegas da classe artística, que criticaram a proposta. Durante o debate, Cazarré detalhou que o objetivo das aulas é ensinar homens a “servirem”, defendendo a figura do provedor e protetor como modelo a ser seguido.
Ao ser questionado sobre o perfil de participante que pretende formar, Juliano Cazarré afirmou: “Basicamente, homens que sirvam. O homem que não sabe resolver um problema, ele é em si um problema”. Ele destacou que o foco das palestras é criar homens dedicados à família, à esposa, à sociedade e, por se tratar de um evento com viés católico, a Deus.
O ator justificou a criação do curso como resposta a um movimento que, segundo ele, marginalizou o público masculino. Cazarré declarou que dialoga com uma geração “esquecida”, que, conforme suas palavras, passou os últimos 20 anos ouvindo que a masculinidade é, por essência, “tóxica”.
A psicanalista Vera Iaconelli, também presente no programa, contestou a visão do ator. Ela destacou os índices de violência de gênero e afirmou que o apelo feminino não representa um ataque à existência do homem, mas sim um pedido de sobrevivência. “Quando as mulheres falam ‘parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de ser homens’. Sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade”, afirmou.
O curso “O Farol e a Forja” é presencial e direcionado exclusivamente ao público masculino. O evento possui viés católico, conforme ressaltado por Juliano Cazarré durante o debate. As críticas e discussões em torno do projeto continuam movimentando as redes sociais e o meio artístico.






