Da redação
Docentes de várias unidades da Universidade de São Paulo divulgaram, nesta quinta-feira, carta aberta em apoio à paralisação estudantil iniciada em 14 de abril, no campus da USP, e com críticas à entrada da Polícia Militar no local. Os professores solicitam à reitoria a retomada do diálogo com os alunos sobre condições de permanência.
Segundo o documento, a presença da Polícia Militar no campus gerou preocupações entre estudantes e parte do corpo docente. Os signatários argumentam que o ambiente acadêmico deve ser preservado para o debate livre de ideias e que a entrada da força policial pode comprometer esse ambiente.
Os professores manifestam apoio ao movimento estudantil e ressaltam que o ato de greve dos estudantes busca melhorias em condições consideradas essenciais para a permanência na universidade. Entre as demandas dos alunos, estão questões relacionadas à assistência estudantil e à garantia de direitos durante a sua formação acadêmica.
No texto, os docentes afirmam ser imprescindível que a administração da universidade priorize o diálogo com o corpo discente, em vez de adotar medidas coercitivas. “Pedimos que a reitoria se comprometa com negociações efetivas e com um ambiente universitário democrático”, descreve a carta.
A paralisação, que teve início em 14 de abril, ainda não tem previsão de término, segundo representantes do movimento estudantil. Os professores defendem que soluções para os impasses sejam construídas em conjunto, sem a necessidade do uso de força policial dentro da instituição.
Criada em 1934, a Universidade de São Paulo é uma das principais instituições públicas de ensino superior do país, com mais de 90 mil estudantes distribuídos em diversos campi. Nos últimos anos, debates sobre permanência e assistência estudantil têm sido recorrentes na agenda universitária.






