Da redação
A coalizão que apoia o governo de Binyamin Netanyahu em Israel propôs nesta quarta-feira, 13, a dissolução do Knesset, o Parlamento israelense. A medida, apresentada em Jerusalém, visa antecipar eleições após impasse envolvendo partidos ultraortodoxos, e ainda precisa de votações e tramitações em comissões parlamentares.
O cenário tomou corpo depois que o partido Degel HaTorah anunciou, na terça-feira, 12, que pressionaria pela dissolução do Knesset. A ação foi desencadeada após o governo rejeitar a demanda de grupos religiosos para que jovens ultraortodoxos sejam isentos do serviço militar obrigatório, tema sensível em Israel.
Em resposta à pressão dos aliados religiosos, o partido governista e outros membros da coalizão, considerada a mais à direita da história do país, decidiram adiantar o processo para controlar a definição da data das eleições. A oposição também vinha se articulando para controlar o calendário eleitoral após o anúncio dos ultraortodoxos.
A proposta deve passar por uma primeira votação na próxima semana, mas será necessário cumprir outras etapas, como apreciações em múltiplas comissões e votações subsequentes. Só então a dissolução do Parlamento e a definição da data oficial das eleições antecipadas poderão entrar em vigor, processo que pode levar semanas.
Líderes da oposição se movimentam. Yair Lapid declarou nesta quarta-feira que ele e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, aliados no grupo Juntos, estão “prontos, juntos” para a disputa. Bennett e Lapid voltam a se reunir após o anúncio da nova aliança, aumentando a expectativa para o novo pleito em Israel.
Segundo a imprensa local, a coalizão suspendeu da pauta todos os projetos de lei previstos a partir desta quarta. Pesquisas recentes apontam que a oposição teria maioria em um novo Knesset, embora persistam dificuldades para a formação de uma maioria ampla devido à recusa de alianças com partidos árabes.







