Da redação
O Banco de Brasília (BRB) recebeu, nesta sexta-feira (15/5), R$ 1 bilhão como primeira parcela de um total de R$ 4 bilhões negociados com a gestora Quadra Capital. A operação ocorre em Brasília e faz parte do plano do BRB para recompor sua liquidez e recuperar a capacidade de concessão de crédito.
O acordo envolve a venda da carteira Master de ativos, inicialmente avaliada em R$ 21,9 bilhões, mas negociada com deságio de R$ 5 bilhões, resultando em R$ 15 bilhões. Dessa quantia, R$ 1,9 bilhão já havia sido negociado anteriormente com bancos privados. Os R$ 11 bilhões restantes serão pagos ao longo do contrato através de cotas subordinadas.
O objetivo anunciado é atingir R$ 6,6 bilhões para enquadramento aos índices regulatórios. O balanço do BRB possui provisão de R$ 8,8 bilhões para créditos de difícil recuperação. O Governo do Distrito Federal, acionista majoritário, lidera o processo usando sete imóveis como garantia, mas a operação depende do aval do Tesouro Nacional.
A governadora Celina Leão afirmou que o recebimento do aporte é certo, mas não detalhou data. O economista César Bergo alerta que é preciso analisar a destinação dos recursos e lembra a diferença entre problemas de liquidez e patrimoniais. Ele diz: “A operação ajuda, mas não elimina o problema estrutural”.
Renan Silva, do Ibmec Brasília, avalia que o pagamento de R$ 4 bilhões traz alívio financeiro, mas ressalta que o mercado observa com cautela a totalidade de R$ 15 bilhões negociados, destacando que o prazo para a apresentação do balanço consolidado encerra-se em 29 de maio e a operação exige validações normativas rápidas.
Dados do Banco Central mostram que o BRB responde por 0,45% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional. O governo federal sinaliza que não dará suporte à instituição, pois não vê risco sistêmico. A senadora Leila Barros se reuniu com o presidente do Banco Central e ressaltou a preocupação local com a estabilidade do banco.






