Da redação
O Ministério Público de Minas Gerais resgatou 160 animais de 18 espécies em um rancho localizado em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta semana. A ação integra a Operação Tráfico Animal Digital, cujo objetivo é combater a venda irregular de animais silvestres pela internet.
Durante a operação, agentes encontraram araras de diversas espécies, papagaios, cacatuas, tucanos, cervos, quatis, veados catingueiros, cutias, pacas, jiboias, saguis e escorpiões imperadores. Também estavam presentes três cabras e uma alpaca, que morreu durante a fiscalização, além do cadáver de uma ovelha.
Os cadáveres de alpaca e ovelha foram encaminhados para perícia técnica para apuração das causas das mortes. A operação contou com 40 agentes, que ainda apreenderam celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, documentos e máquinas de cartão, reunindo evidências para as investigações.
Conforme informações dos responsáveis pela operação, os animais eram mantidos em cativeiros superlotados, sem documentação regular e apresentavam sinais de maus tratos. As autoridades também investigam a possível reutilização de anilhas, chips e notas fiscais nos animais comercializados.
O mandado de busca foi autorizado após investigação dos perfis do empreendimento no Instagram, que possui mais de 580 mil seguidores e anunciava a venda de animais exóticos para todo o Brasil. Segundo a promotoria, indícios sugerem que as vendas ocorriam pela internet, baseando-se em relatório elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
O responsável pelo rancho foi preso em flagrante e autuado por maus tratos, manutenção de animais silvestres em cativeiro sem autorização e introdução de espécies no país sem licença oficial, podendo pagar multa administrativa de até R$ 1,2 milhão. A operação teve participação do Instituto Estadual de Florestas, Polícia Civil e Polícia Militar.






