Início Distrito Federal Celina propõe revogação de lei que permitiu compra do Banco Master

Celina propõe revogação de lei que permitiu compra do Banco Master

Da redação do Conectado ao Poder

Governadora assina projeto que anula autorização para aquisição de ações do banco pelo BRB

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou nesta quinta-feira (13/5) à Câmara Legislativa um projeto de lei que revoga a norma aprovada em agosto de 2025, a qual permitia a aquisição do Banco Master pelo BRB. A medida ocorre após investigações e intervenções relacionadas ao banco.

Assinado por Celina Leão, o projeto anula a Lei nº 7.739/2025, que havia sido aprovada para autorizar a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master. A governadora justificou a iniciativa afirmando que as mudanças buscam reforçar a transparência e a governança no BRB.

“Estamos corrigindo tudo o que é necessário dentro do BRB, com transparência, compliance e afastamento dos envolvidos no caso do Master”, declarou Celina Leão ao ser questionada sobre a proposta. O envio do projeto ocorre em meio ao contexto de investigações em curso e de repercussão no Distrito Federal.

A lei agora revogada teve aprovação apertada, com 14 votos favoráveis e sete contrários no Legislativo local. Foi alvo de protestos da oposição e do Sindicato dos Bancários, além de enfrentamento jurídico, pois parlamentares críticos protocolaram mandado de segurança na tentativa de barrar a aprovação do texto original.

O processo de compra do Banco Master já havia sido questionado pelo Banco Central. Em setembro de 2025, o órgão negou a autorização para a operação conduzida pelo BRB. Posteriormente, o próprio Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, anulando na prática a validade da lei anterior.

No mesmo mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que investiga prejuízos bilionários ao BRB em transações com o Banco Master. Conforme apurado, o BRB teria adquirido mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito consideradas supostamente falsas enquanto negociava a compra do próprio Master.