Por Alex Blau Blau
Investigação federal aponta suposto esquema envolvendo empresas do setor de combustíveis, movimentações financeiras consideradas suspeitas e envio irregular de recursos para fora do país
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta feira uma operação de grande porte para investigar um grupo empresarial do ramo de combustíveis suspeito de participar de um esquema de ocultação patrimonial, fraudes fiscais e movimentações financeiras irregulares. Entre os alvos das medidas judiciais está o ex governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ao todo, os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Também foram determinadas sete medidas de afastamento de funções públicas.
As investigações apontam indícios de uso de empresas e estruturas financeiras para esconder bens e transferir recursos de forma irregular ao exterior. O empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, teve a prisão preventiva decretada. Como reside atualmente em Miami, nos Estados Unidos, o nome dele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Segundo os investigadores, a apuração também envolve possíveis inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria ligada ao grupo empresarial investigado.
Entre os nomes citados na investigação aparecem ainda o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o ex secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex procurador do Estado Renan Saad.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de 52 bilhões de reais em ativos financeiros das empresas e pessoas investigadas, além da suspensão das atividades econômicas de companhias ligadas ao caso.
A operação ocorre em meio a outras investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas à chamada ADPF das Favelas. A Receita Federal também participa da ação prestando apoio técnico às apurações.






