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Moro defende Flávio Bolsonaro e cobra investigação sobre Banco Master

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Por Alex Blau Blau

Senador afirmou que o colega de partido já esclareceu as acusações envolvendo mensagens com banqueiro e voltou a defender a criação de uma comissão parlamentar de investigação

O senador Sergio Moro saiu em defesa de Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em manifestação publicada nas redes sociais, Moro afirmou que Flávio já apresentou explicações sobre o caso e acusou o Partido dos Trabalhadores de explorar politicamente a situação.

Na publicação, o senador também reforçou críticas ao governo federal e associou o PT a antigos escândalos de corrupção no país. Moro citou investigações que marcaram os últimos anos da política nacional e declarou apoio à criação de uma comissão parlamentar para investigar denúncias relacionadas ao Banco Master.

Segundo o parlamentar, integrantes da oposição já assinaram o pedido de instalação da comissão, incluindo Flávio Bolsonaro. Moro afirmou ainda que sempre defendeu a abertura das investigações e declarou que todos os fatos devem ser esclarecidos.

A repercussão começou após a divulgação de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro envolvendo negociações para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex presidente Jair Bolsonaro. As conversas indicariam pedidos de repasses financeiros ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter o andamento da produção cinematográfica.

De acordo com as informações divulgadas, os valores discutidos para o projeto ultrapassariam cem milhões de reais. Em um dos áudios revelados, Flávio demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e afirma que a equipe do filme atravessava um momento decisivo durante as gravações.

Após a divulgação do material, o senador confirmou participação nas tratativas relacionadas ao financiamento do longa, mas negou qualquer irregularidade. Flávio também declarou que os recursos discutidos seriam de origem privada e afirmou não possuir relações ilegais com o empresário.

O caso ampliou a pressão política em torno do Banco Master e aumentou os pedidos de investigação sobre possíveis conexões financeiras envolvendo empresários, parlamentares e o financiamento da produção audiovisual.