Projeto do deputado distrital garante estúdios públicos de gravação, mixagem e ensaio em todas as regiões administrativas após derrubada do veto pela CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) derrubou o veto ao Projeto de Lei nº 1.048/2024, transformando em lei a criação de estúdios sociais de gravação gratuitos para músicos locais em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. A iniciativa é de autoria do deputado distrital Hermeto (MDB) e foi oficialmente consolidada em 06 de maio de 2026.
A nova legislação prevê a implantação de espaços públicos equipados para atender artistas independentes e fortalecer a produção cultural nas comunidades do DF. Após a sanção do Governo do Distrito Federal, as administrações regionais e a Secretaria de Cultura poderão estruturar estúdios com salas de ensaio, gravação, mixagem e masterização, além de equipamentos musicais e áreas destinadas à formação artística.
Os espaços também deverão oferecer oficinas, workshops, apresentações culturais e atividades de capacitação voltadas à economia criativa. Os músicos poderão utilizar os instrumentos disponíveis ou levar seus próprios equipamentos durante as atividades.
Segundo o deputado Hermeto, a medida representa um avanço importante para democratizar o acesso à cultura e ampliar oportunidades para artistas locais.
“A criação dos estúdios sociais representa um avanço significativo para a democratização do acesso à cultura no Distrito Federal. Estamos oferecendo estrutura, oportunidade e dignidade para que artistas locais possam desenvolver seu talento, fortalecer a identidade cultural das nossas regiões e gerar impacto social e econômico”, afirmou o parlamentar.
O projeto foi inspirado na experiência do Estúdio Social da Candangolândia, considerado um modelo de sucesso no DF. O espaço passou a receber músicos de diferentes regiões administrativas e reuniu artistas consagrados e novos talentos da cena local.
Entre os nomes que já participaram das atividades do estúdio estão o guitarrista Kiko Peres, o cantor Reinaldinho, a banda Mato Seco e o produtor internacional Victor Rice. O projeto também abriu espaço para artistas em início de carreira, como a cantora Laady B e estudantes da Escola de Música de Brasília.
A lei estabelece que os recursos para implantação e manutenção dos estúdios poderão ser viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas às administrações regionais e à Secretaria de Cultura, além de possíveis parcerias institucionais.
Com a medida, o Distrito Federal passa a investir na descentralização da produção musical, permitindo que artistas tenham acesso gratuito a estruturas profissionais perto de casa. A expectativa é que os estúdios sociais fortaleçam a economia criativa, ampliem o acesso à cultura e transformem as regiões administrativas em novos polos de formação, convivência e difusão artística.
Fonte: Ascom do deputado Hermeto






