Da redação
Flávio e Eduardo Bolsonaro ajustaram suas versões públicas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, após revelações feitas pelo The Intercept Brasil. O caso, que veio à tona nesta sexta-feira, 15, envolve repasses de pelo menos R$ 61 milhões atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Polícia Federal.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro afirmou não ter relação relevante com Daniel Vorcaro. Após a divulgação de áudios, mensagens e comprovantes, o senador reconheceu que procurou o banqueiro para captar recursos privados para o filme, admitindo que outros registros de contato ainda podem aparecer.
Em entrevista recente, Flávio declarou que “pode vazar um videozinho” ou imagens dos encontros com Vorcaro, mas reiterou que todas as conversas trataram apenas da produção cinematográfica. O senador pediu desculpas pelas negativas anteriores, justificando que agiu assim por temer exploração política do episódio.
Eduardo Bolsonaro também alterou justificativas. Ele negou ser gestor ou ter acesso a recursos vindos de Vorcaro por meio de fundos. Segundo vídeo publicado, seu status migratório nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro atrelado a esses investimentos, já que os repasses teriam sido direcionados para o Texas, onde mora.
Documentos revelados nesta sexta-feira mostraram que Eduardo assinou, em 30 de janeiro de 2024, contrato como produtor-executivo do Dark Horse ao lado do deputado Mario Frias, com funções relativas ao orçamento, gestão financeira e captação de investidores, quase um ano antes de Flávio procurar Vorcaro.
Durante o período de produção, Eduardo afirmou ter investido cerca de R$ 350 mil do próprio bolso na fase inicial do projeto e disse que, posteriormente, a obra recebeu aportes de patrocinadores privados, entre eles, o banqueiro mencionado nas investigações.






