Da redação
O Dia Mundial da Hipertensão Arterial, celebrado em 17 de maio, tem como objetivo conscientizar a população sobre os perigos dessa condição. No Brasil, a hipertensão é considerada um problema de saúde pública, atingindo mais de 32% dos adultos, conforme destacado pelo Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre 25% e 30% dos adultos do país convivem com a pressão alta. O Ministério da Saúde aponta que cerca de 400 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças cardiovasculares, sendo a hipertensão um dos principais fatores associados, com média de 388 óbitos diários no Brasil por essas complicações.
A hipertensão arterial é uma doença crônica diagnosticada quando os níveis de pressão excedem 140/90 mmHg, ou 14 por 9. O cardiologista André Luiz Soares, do HCN, explica que, apesar de muitas vezes ter origem hereditária, fatores como tabagismo, obesidade, alto consumo de sal, álcool, colesterol elevado, estresse e sedentarismo também contribuem para o desenvolvimento da doença.
O controle da pressão alta é fundamental para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, infarto, aneurisma arterial, insuficiências renal e cardíaca. “Quando bem tratada, a hipertensão reduz significativamente o risco de doenças no cérebro, nos olhos, no coração e nos rins”, alerta André Luiz Soares, reforçando a necessidade de acompanhamento médico regular.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial foi atualizada em 2025. A aferição de 12 por 8, tradicionalmente considerada normal, passou a ser vista como indicativa de pré-hipertensão, com o objetivo de prevenir complicações, identificar precocemente pessoas em risco e estimular intervenções preventivas sem uso imediato de medicamentos.
O tratamento da hipertensão não elimina a doença, mas permite o controle eficaz. O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente medicamentos em Unidades Básicas de Saúde e pela Farmácia Popular. Além disso, hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios, controle do álcool, cessação do tabagismo e acompanhamento médico contínuo são essenciais para ampliar qualidade e expectativa de vida.






