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China classifica como preliminares acordos comerciais assinados durante visita de Trump

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Da redação

O Ministério do Comércio da China classificou como “preliminares” os acordos tarifários, agrícolas e aeronáuticos assinados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim nesta semana. Trump deixou a capital chinesa na sexta-feira, após dois dias de encontros oficiais com o presidente Xi Jinping.

As negociações entre as delegações ocorreram entre intensas formalidades e trocas de discursos públicos, porém resultaram em poucos detalhes sobre avanços práticos nas áreas de comércio e investimento. Segundo o Ministério chinês, ainda não há definição clara sobre a implementação dos acordos anunciados.

Na declaração publicada, a China informou que as partes concordaram em criar um conselho de investimentos e um conselho de comércio. O objetivo dessas entidades será negociar reduções tarifárias recíprocas para produtos específicos, além de possíveis cortes mais amplos em itens agrícolas e outros produtos ainda não especificados.

No setor agrícola, as autoridades chinesas comunicaram que ambos os países buscarão eliminar barreiras não tarifárias e facilitar o acesso de produtos aos respectivos mercados. De acordo com o governo chinês, os Estados Unidos se comprometeram a atuar para solucionar “as preocupações de longa data da China” relativas à detenção de produtos lácteos e aquáticos, exportação de bonsais em meios de cultivo para os EUA e ao reconhecimento da província de Shandong como livre de gripe aviária.

Em contrapartida, Pequim afirmou que irá trabalhar para atender demandas apresentadas pelos EUA quanto ao registro de instalações de carne bovina e à exportação de carne de aves provenientes de determinados estados norte-americanos. As negociações nesses setores devem ser conduzidas pelas novas comissões criadas.

O Ministério do Comércio da China não divulgou o nome das empresas envolvidas nos acordos, tampouco forneceu informações sobre volumes, valores financeiros ou prazos para a execução das medidas negociadas durante a visita presidencial.